DENÚNCIA Dilma nega acusações: "São falsas"
BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que são "falsas" as acusações feitas contra ela pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu. Em entrevista convocada para fazer um balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma viu-se obrigada a responder várias perguntas sobre a denúncia e chegou a se irritar, em alguns momentos, com a insistência dos repórteres. "Respondo dizendo que são falsas as afirmações", desabafou a ministra, que teve de reiterar o desmentido outras seis vezes.
Dilma disse ainda que "estranhou" o teor das acusações porque, no governo, tinham por Denise Abreu "uma consideração razoável" por ela já ter trabalhado na Casa Civil. "Mas não na minha gestão", ressalvou, referindo-se ao fato de Denise ter chefiado a assessoria jurídica da Casa Civil quando José Dirceu comandava o órgão.
Na entrevista, a ministra admitiu que o governo ficou preocupado com o impacto que a eventual falência da Varig teria no setor aéreo, do ponto de vista da continuidade da prestação de serviços. No Palácio do Planalto, ministros também lembravam que "todo mundo era a favor que a Varig não quebrasse", e que esta preocupação era "natural" por causa dos milhares de empregos e da marca mundialmente conhecida da companhia.
O ministro chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, insistiu que a questão da venda da Varig "foi decidida por processo judicial e foi conduzida por um juiz correto, que fez um trabalho importante".
Depois de reiterar que o governo não ia se pronunciar sobre as acusações feitas pela ex-diretora da Anac, Franklin recusou-se a responder às insinuações de Denise Abreu de que o advogado Roberto Teixeira teria usado sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de quem é compadre - para interferir no processo de venda da Varig para a Variglog.
"Interferência não. O governo nega", declarou Franklin, ressaltando que "Roberto Teixeira é amigo do presidente e não tem o que esconder". O ministro acrescentou que não viu nenhuma acusação fundada em fatos contra o governo.
Dilma também não quis responder se o fato de Roberto Teixeira ser amigo de Lula não seria um impedimento para que ele participasse da operação de venda da Varig. "Eu vou pedir por favor. Eu não vou responder sobre esta questão. Estou aqui para responder sobre o PAC, se vocês tiverem interessados. Não tenho o que responder sobre advogado nenhum e não vou responder", reagiu a ministra num dos momentos em que se exasperou com os repórteres.
Apesar da irritação, a ministra havia se preparado desde cedo, para a saraivada de perguntas que surgiriam sobre o caso. Pela manhã, antes de comparecer à cerimônia de balanço de um ano e meio do PAC, Dilma se reuniu com Franklin Martins, que a instruiu sobre como lidar com a questão durante a entrevista.
"Eu repito para você o que já disse. A afirmação, neste caso, é falsa. O Ministério da Defesa teve uma participação muito clara, quando teve o processo de deterioração da Varig, que levou à ameaça de paralisação de algumas linhas", disse a ministra.
"O governo manteve a legislação e respeitou a lei", afirmou Dilma, lembrando que nenhum grupo estrangeiro pode controlar mais de 20% do capital de uma companhia aérea. "Mas vou reiterar Isso foi decidido no âmbito da Anac e do processo de falência, na Justiça".
Dilma não quis responder, no entanto, se pediu a algum diretor da Anac que mudasse seu voto para favorecer a Variglog na negociação. Auxiliares do presidente Lula tentaram minimizar as denúncias alegando que não tinham nenhuma preocupação em relação à lisura da ministra. "O presidente está absolutamente tranqüilo", disse um ministro.
Estes mesmos interlocutores de Lula disseram que a imprensa noticiava, na época, que o governo não tinha controle sobre a Anac, que agia de forma independente. Argumentaram ainda que, se Denise Abreu tinha dúvida se a empresa que estava comprando a Varig tinha ou não mais de 20% de capital estrangeiro, deveria ter ido à Receita Federal, ou onde fosse necessário, para buscar este dado. E emendaram: "e por que, ao final, ela mesma aprovou a venda?"
Dilma disse ainda que "estranhou" o teor das acusações porque, no governo, tinham por Denise Abreu "uma consideração razoável" por ela já ter trabalhado na Casa Civil. "Mas não na minha gestão", ressalvou, referindo-se ao fato de Denise ter chefiado a assessoria jurídica da Casa Civil quando José Dirceu comandava o órgão.
Na entrevista, a ministra admitiu que o governo ficou preocupado com o impacto que a eventual falência da Varig teria no setor aéreo, do ponto de vista da continuidade da prestação de serviços. No Palácio do Planalto, ministros também lembravam que "todo mundo era a favor que a Varig não quebrasse", e que esta preocupação era "natural" por causa dos milhares de empregos e da marca mundialmente conhecida da companhia.
O ministro chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, insistiu que a questão da venda da Varig "foi decidida por processo judicial e foi conduzida por um juiz correto, que fez um trabalho importante".
Depois de reiterar que o governo não ia se pronunciar sobre as acusações feitas pela ex-diretora da Anac, Franklin recusou-se a responder às insinuações de Denise Abreu de que o advogado Roberto Teixeira teria usado sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de quem é compadre - para interferir no processo de venda da Varig para a Variglog.
"Interferência não. O governo nega", declarou Franklin, ressaltando que "Roberto Teixeira é amigo do presidente e não tem o que esconder". O ministro acrescentou que não viu nenhuma acusação fundada em fatos contra o governo.
Dilma também não quis responder se o fato de Roberto Teixeira ser amigo de Lula não seria um impedimento para que ele participasse da operação de venda da Varig. "Eu vou pedir por favor. Eu não vou responder sobre esta questão. Estou aqui para responder sobre o PAC, se vocês tiverem interessados. Não tenho o que responder sobre advogado nenhum e não vou responder", reagiu a ministra num dos momentos em que se exasperou com os repórteres.
Apesar da irritação, a ministra havia se preparado desde cedo, para a saraivada de perguntas que surgiriam sobre o caso. Pela manhã, antes de comparecer à cerimônia de balanço de um ano e meio do PAC, Dilma se reuniu com Franklin Martins, que a instruiu sobre como lidar com a questão durante a entrevista.
"Eu repito para você o que já disse. A afirmação, neste caso, é falsa. O Ministério da Defesa teve uma participação muito clara, quando teve o processo de deterioração da Varig, que levou à ameaça de paralisação de algumas linhas", disse a ministra.
"O governo manteve a legislação e respeitou a lei", afirmou Dilma, lembrando que nenhum grupo estrangeiro pode controlar mais de 20% do capital de uma companhia aérea. "Mas vou reiterar Isso foi decidido no âmbito da Anac e do processo de falência, na Justiça".
Dilma não quis responder, no entanto, se pediu a algum diretor da Anac que mudasse seu voto para favorecer a Variglog na negociação. Auxiliares do presidente Lula tentaram minimizar as denúncias alegando que não tinham nenhuma preocupação em relação à lisura da ministra. "O presidente está absolutamente tranqüilo", disse um ministro.
Estes mesmos interlocutores de Lula disseram que a imprensa noticiava, na época, que o governo não tinha controle sobre a Anac, que agia de forma independente. Argumentaram ainda que, se Denise Abreu tinha dúvida se a empresa que estava comprando a Varig tinha ou não mais de 20% de capital estrangeiro, deveria ter ido à Receita Federal, ou onde fosse necessário, para buscar este dado. E emendaram: "e por que, ao final, ela mesma aprovou a venda?"
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